quinta-feira, 14 de junho de 2012

Tudo o que você queria saber sobre o Homem-Aranha mas tinha medo de perguntar (reunido em um só programa)

Hoje, 9 e meia da noite, estreia na HBO Plus mais perto de você o programa The Amazing Spider-Special, grande homenagem ao HOMEM-ARANHA que tive o (enorme) prazer em dirigir.




Ele junta o que há de melhor relacionado ao herói espalhado pelo mundo, comentado, é claro, por quem melhor poderia falar sobre o assunto. De forma sucinta:

1. Ninguém melhor para descrever o herói e falar sobre todas as suas características, dos vilões à personalidade complexa de Peter Parker, do que o brilhante time que toca a Marvel (e as publicações relacionadas ao personagem) hoje em dia. São eles: Joe Quesada (Chief Creative Officer), Axel Alonso (Editor In Chief), Tom Brevoort (SVP/Executive Editor), Steve Wacker (Senior Editor, Spider-Man), Tom Brennan (Associate Editor, Spider-Man), Ellie Pyle (Assistant Editor, Spider-Man), Dan Slott (Writer) e Paolo Rivera (Artist). Para relembrar, aí abaixo uma das minhas capas prediletas do Paolo Rivera.



2. Adiantamos o que vem por aí no filme novo, comentado (com exclusividade) pelo novo time do diretor Marc Webb (que traz no nome um trocadilho com o Homem-Aranha, inclusive): o ator Andrew Garfield, fã declarado do personagem, Emma Stone (namorada dele dentro e fora das telas) e Rhys Ifans (que vive os dois lados do vilão Lagarto).

3. Mostramos um tour em NY que mostra os lugares da cidade que serviram de locação para os 3 primeiros da série, que também são lembrados ao longo de todo o programa. Os filmes, inclusive, os TRÊS, estão na programação do canal.

4. Entrevistamos os atores principais e mostramos os bastidores do novo show do Homem-Aranha da Broadway, que conta com músicas do U2 (legal...) e vôos em cima da galera (GENIAL!).

5. Apresentamos a nova atração do parque da Universal dedicado ao Homem-Aranha, que também traz as famosas aparições de Stan Lee em uma bela animação em 3D.

6. E deixando o melhor para o final (do post e do programa) vos comento que ninguém menos que STAN LEE dá seu depoimento e manda o recado para os fãs latinos (honra sem precedentes entrevistar ele, devo admitir).

Concluindo: você é fã do Homem-Aranha? Então não perca. Não é fã? Pois deveria ser. :)

Os demais horários em que o programa será exibido você encontra nesse link:

E fique ligado na programação da HBO Plus. Além do programa e dos três primeiros filmes, programas curtos espalhados pelos breaks trazem mais informações sobre cada uma dessas coisas. Genial, não?
EXCELSIOR!!!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Videoclipes com atores (ou: de Pogues com Johnny Depp a Jon Spencer com Winona Ryder)

Agora que Jared Leto, Juliette Lewis, Charlotte Gainsbourg e até Scarlett Johansson decidiram passar das telas de cinema para o cenário musical (com maior ou menor êxito), não é nada mal recordar alguns atores que deixaram seu registro nos videoclipes fazendo, aí sim, o que fazem de melhor: atuando.

Começando pelo cult ator sueco Stellan Skarsgård, que agora provavelmente ficou rico com os Vingadores mas que, na verdade, merece o nosso respeito por estar em Ondas do Destino (1996), Dançando no Escuro (2000), Dogville (2003) e Melancolia (2011). (Quase ganha do Udo Kier e do Jean Marc-Barr em parcerias com o Lars Von Trier). Agora atua num clipe estranho da mais estranha Lykke Li (sabe-se lá porque razões).



Não voltando muito no tempo e continuando nos clipes bem produzidos, fiquem com o estiloso Stylo dos Gorillaz, que conta com um implacável Bruce Willis perseguindo os famosos personagens animados (poderia ser entendido como um clipe dos Muppets on acid).



Os Beastie Boys recentemente chamaram TODO MUNDO para atuar no media-metragem Fight for your Right, dirigido pelo Adam Yauch (que Deus o tenha). Mas poucas formações musicais seriam mais interessantes que essa da cleptomaníaca Winona Ryder (a foto lá em cima tá foda, não?) atacando de Jon Spencer com Giovanni Ribisi (de Friends) no baixo e John C. Reilly (de Magnólia) na batera.



A qualidade é tosca e o clipe é bem estranho. Mas é uma música do Shane Macgowan (dos Pogues) aqui dirigido e atuado pelo Johnny Depp (que já até tocou com eles ao vivo).



E para encerrar (e contrapor toda a beleza do Shane Macgowan), fiquem com Marion Cotillard fazendo uma ponta em 2003 para música do tal Richard Archer.



Alguém aí com alguma lembrança interessante de um videoclipe que conta com a participação especial de seu ator predileto?

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Mesmo truque. Outro resultado. (ou: Fiest e Primavera Festival)

Nada se cria. Tudo se copia. Na publicidade mais que em qualquer outra área audiovisual.

Uma trucagem visual de um videoclipe (que já tínhamos falado em outro post), veio parar em uma publicidade recente. O truque em questão aparece no famoso videoclipe de 1234 da cantora Fiest. A publicidade é a do festival Primavera, que acontece em Barcelona neste final-de-semana (ele é o meu festival favorito). No final, ao contrário de todas as publicidades (e publicitários) preguiçosos (99% dos casos) que copiam coisas já vistas no cinema ou nos videoclipes, aqui o truque acho que acabou funcionando, até porque as duas coisas dialogam (música e festival de música). E se no primeiro o truque era feito para abrir e fechar o videoclipe, na publicidade ela é feita muitas vezes (e em menor tempo). Trata-se nos dois casos de um plano-sequência trucado onde um elemento (uma pessoa) serve para mascarar uma ação que passa a acontecer no segundo plano.

Relembre abaixo o videoclipe e veja na sequência a publicidade. (E claro, se você não mora em Barcelona, morra de inveja de quem verá Jeff Mangum, Wilco, Beirut, Franz Ferdinand, The Rapture, Yo la Tengo, the Drums e mais um milhão de bandas, em apenas um final-de-semana).



quinta-feira, 1 de março de 2012

The Guardian, 3 porquinhos, Sherlock, Mais Estranho que a Ficção e suas interessantes composições de imagem e letterings.



Lançado ontem no Youtube, um comercial do jornal inglês The Guardian usa a história dos 3 Porquinhos para mostrar o alcance de sua informação nas mais diferentes mídias. Para isso, mistura elementos de todas elas em um comercial com ótimo ritmo, muitos recursos gráficos, divisões de quadros e um belo roteiro.


A edição e a mistura de linguagens lembra outro inglês recente: na série Sherlock, da BBC, há o mesmo uso de letterings e ambiente 3D para destacar detalhes, conversas e mensagens telefônicas, e (aqui o diálogo é ainda mais claro entre os dois) para mostrar a repercussão de ações do personagem nas mídias sociais e imprensa. No vídeo abaixo o ator Benedict Cumberbatch (o próprio Sherlock) fala em uma entrevista (num banheiro?) sobre essa atualização da história; e podemos ver também um rápido exemplo desse uso da edição na série.


O uso dos letterings nesses dois casos lembram também o genial clipe inicial de Mais Estranho que a Ficção, filme de 2006 dirigido por Marc Foster e protagonizado por Will Ferrell (certamente seu melhor trabalho). O trabalho de pós-produção foi feito pela americana MK12, conhecida por qualquer amante de videografias e computações gráficas. 


O exemplo acima pode ter servido de inspiração para os dois outros casos, que também souberam misturar a linguagem gráfica a um sentido narrativo, servindo agora para ilustrar a combinação de mídias que estamos expostos nos dias atuais. E se cada mídia pode ser entendida como uma nova camada de informação, isso em pós-produção acaba sendo representado como uma sobreposição de layers e divisões de telas, ora aumentando a complexidade, ora fragmentando o discurso.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Conheça Chad Vangaalen (pelas músicas e pelas animações)

O músico canadense Chad Vangaalen mal sai da sua cidade natal, Calgary. Faz um som calmo, trabalhado, próximo ao de bandas como Fleet Foxes ou Iron & Wine. Atualmente pela Sub Pop, já conta com quatro discos no currículo (o último é de 2011). Mas o melhor de tudo é que além de músico ele também é ilustrador e animador, com um estilo talvez mais interessante que o musical.

Combinando as duas vocações (a musical e a visual) ele cria um outro universo, cheio de seres mágicos, natureza exuberante e seres coloridos (ecos de Avatar talvez?), que poderia muito bem lembrar o cartunista francês Moebius ou o animador japonês Hayao Miyazaki (de A Viagem de Chihiro e Ponyo - Uma Amizade que veio do Mar), dois gigantes das artes visuais.

Fiquem abaixo com alguns dos belos trabalhos do artista (no sentido mais amplo da palavra).







ps. Fica aqui o agradecimento ao amigo Luis Fernando que sempre ajuda esse blog com umas tantas belas dicas.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Parcerias com tiozinhos, para o bem e para o mal. (ou: sobre os melhores e piores de 2011)


Eles lançaram um dos bons álbuns de 2011; fizeram um videoclipe com belas sacadas de edição e alguns vídeos legais para o La Blogothèque (aqui explicados em detalhes); e ainda encerraram o ano fazendo curadoria para a edição natalina do festival inglês ATP (ao lado das bandas Caribou e Les Savy Fav). E mais: os Battles conseguiram desenterrar o Gary "Cars" Numam para uma insólita parceria em uma das poucas faixas cantadas do novo álbum (mas que até acabou funcionando). Em outro belo videoclipe do grupo, vemos um plano-sequência trucado, com planos de câmera bem diferentes e situações meio surreais. Merece portanto nosso destaque (e nosso respeito) como das boas coisas que aconteceu neste 2011.




Nas ideias fracas e sem sentido de 2011 não resta outra a não ser o bizarro encontro entre o agora morto-vivo Lou Reed e uns também desenterrados Metallica. Como explica Lars Ulrich no vídeo abaixo, o projeto nasceu sabe Deus da onde e vai levar eles sabe-se lá para que infernos (e se ele não sabe o como, nós nos perguntamos o porquê). Ainda fica frizado com cara de bobo depois, para melhorar a explicação (aqui sim um acerto do editor do vídeo promocional).



Pior ainda é constatar que nem o genial Darren Aronofsky (diretor do Cisne Negro, que rendeu um Oscar a Natalie Portman esse ano), conseguiu ajudar alguma coisa no primeiro videoclipe oficial do projeto para a suposta melhor música do disco. Se no filme ele acertava, com diferentes sacadas de edição para apoiar uma atuação exemplar e uma história instigante (como falava outro post), aqui ele não gera nem muito ritmo, nem planos bem pensados ou bonitos (e ainda deixa o Lou Reed parecendo mais estranho do que já está). Uma lástima para encerrar o ano.



De qualquer modo, ficam aqui meus votos de felizes festas, comemorações e afins. Que 2012 nos surpreenda positivamente (e deixem os velhinhos músicos envelherecem em paz, por favor).

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

BORN RUFFIANS - Nova Leigh (ou: muitas ideias de edição em um só videoclipe)


O começo tenta ser suave, tons neutros, quase sépia. Não usam cortes secos; ao invés disso, "esfumaçam" os cortes com fusões por cores, integradas aos planos, que mostram os detalhes dos instrumentos e escapam para os fundos.

Quando a música começa a "pegar", bateria entrando mais forte, cortes rápidos começam a aparecer e aí sim um corte seco transporta o espectador para outro plano, outra fotografia, outra ideia: enquanto um adolescente corre pelas ruas, takes da cidade entram em edição bem rápida -acompanhando a batida da bateria- e planos compostos (simulando mosaicos) da banda se misturam a tudo isso.

Do meio pro final vemos o elemento fantástico criado para o videoclipe: o que seria o rosto do adolescente é na verdade um mosaico de olhos, boca e nariz, composto estranhamente e bem integrado à imagem. A banda fala que para isso usou como referência o trabalho do artista Jeremy Olson, mais precisamente sua série de quadros. Lembra para mim (e lembrará claramente para qualquer apreciador de videoclipes) alguns trabalhos do inglês Chris Cunningham, neste caso muito menos perturbador.

O final do videoclipe é uma mistura de todas essas linguagens, acelerando o ritmo da edição até o plano final, onde acontece o que poderia ser encarado como o desfecho da história (e a composição e o efeito 3D estão aqui, mesmo que de forma mais simples, bem empregados).

Isso é o que se vê no videoclipe para a música Nova Leigh, destaque do segundo álbum da banda canadense Born Ruffians.



O videoclipe pode ser considerado um trailer para o trabalho musical da banda e as demais ideias artísticas que eles usam. Não só o tratamento empregado aqui em vídeo dialoga com a capa do disco (há ali o mesmo mosaico com partes do rosto), como a música também apresenta muitas nuances existente nas demais faixas (vai do calmo ao mais ritmado, mudando também de estilo). 

A música no fim é a responsável por dar a unidade a todas essas ideias visuais e o resultado é positivo. O videoclipe pode ser também encarado como um manual de muitas ideias diferentes de edição e, só por isso, já merece o nosso respeito. Ponto para eles.